Nº38 - 17-11-2013

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Nº38 - 17-11-2013

NA BARCA DA FÉ

 

DA VOSSA CABEÇA NEM UM SÓ CABELO SE PERDERÁ (Lc 21,18)

No final do Evangelho proclamado neste 33º Domingo, Jesus recorda uma expressão muito usada no seu tempo: “Da vossa cabeça nem um só cabelo se perderá”. Jesus não pretende prometer preservar os seus discípulos de qualquer tipo de desgraças e perigos. Os cristãos perseguidos não devem esperar libertações milagrosas: perderão os bens, o trabalho, a reputação e talvez até a própria vida, por causa do Evangelho.

Jesus garante, isso sim, que, não obstante as indicações em contrário, o Reino de Deus Continuará a avançar. Os que se sacrificam por Cristo talvez não colham os frutos do bem que tiverem semeado, mas devem cultivar sempre a alegre certeza de que os frutos serão abundantes. Talvez neste mundo nunca venha a ser reconhecido o valor dos seus sacrifícios; talvez sejam esquecidos e, quem sabe, até amaldiçoados, mas Deus – e é o Seu juízo que conta – dar-lhes-á a recompensa quando se der a ressurreição dos justos.

Será que nós, cristãos desta Paróquia, vamos aprendendo a ler assim os acontecimentos da vida? Alimentamos nós a certeza de que, não obstante todo o tipo de oposição, o mundo novo, o Reino de Deus, um dia certamente aparecerá?

Quando surgem as dificuldades sejamos capazes de, como discípulos do Senhor, “erguer e levantar a cabeça”, certos de que a libertação está próxima. Como S. Paulo recorda na 2ª Leitura (2Tess 3, 7-12) não existem soluções fáceis, imediatas e milagrosas para os problemas. O “mundo novo” deve ser construído pouco a pouco, com muita paciência, muita tolerância e muitos sacrifícios… Terá de começar sempre dentro de cada um de nós!

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - DOMINGO XXXIII do Tempo Comum, Ano C

Mal 3, 19-20a ;  Sal 97 (98), 5-9;  2 Tes 3, 7-12 ;  Lc 21, 5-19

Como enquadrar a perspetiva do fim dos tempos, com os cataclismos que o acompanharão, com o dia de hoje? Que fazer sabendo que poderei brevemente ser perseguido ou sofrer por desastres naturais ou por guerras? E se não for brevemente? Em relação a esse tempo, o que é mais importante é que teremos “ocasião de dar testemunho” da nossa fé no Senhor Jesus e que: “nenhum cabelo da vossa cabeça se perderá”.

Deus nunca nos abandona mas quer que experimentemos o que se diz num texto do século II, a Carta a Diogneto, “os cristãos habitam no mundo, mas não são do mundo”. É isto que justifica a necessidade de trabalhar “tranquilamente, para ganhar o pão que comemos”. Mas também de rezar para que o Senhor nos dê o pão nosso de cada dia. É que mesmo no trabalho dependemos d’Ele, para que o trabalho seja segundo a Sua vontade.

Viver no tempo dando-lhe a devida importância é um dom enorme de Deus. É muito fácil que o passado, a nossa história, nos pese, nos amargure. É ainda mais fácil viver angustiado com medo do futuro.

“Eis agora o tempo favorável por excelência. Eis agora o dia da salvação” (2Co 6,2b) diz São Paulo aos Coríntios. O tempo que o cristão tem é o hoje. Vivendo hoje a vontade de Deus, (trabalhando, rezando,…) estaremos em paz. “Pela vossa perseverança salvareis as vossas almas” (Lc 21,19)

Zé Chambel Leitão



A Família guarda a Fé! … A Família vive a Alegria!

Continuando a reflexão que iniciamos no último número da nossa Folha Paroquial, nesta última semana dedicada ao “Ano da Fé”, o convite é meditarmos e vivermos dois outros desafios que o Santo Padre dirigiu às Famílias, no passado dia 27 de Outubro.

1.    A família guarda a Fé!

Dizia o Papa Francisco: “O Apóstolo Paulo, no ocaso da sua vida, faz um balanço fundamental, e diz: “Guardei a Fé” (2Tm 4, 7). Mas, como a guardou? Não num cofre! Nem a escondeu debaixo da terra, como o servo preguiçoso da parábola dos talentos. São Paulo compara a sua vida a uma batalha e a uma corrida. Guardou a Fé porque não se limitou a defendê-la, mas anunciou-a, irradiou-a, levou-a longe”.

E, continuando o seu discurso, eis o desafio do Santo Padre: “A este propósito, podemos perguntar-nos: De que modo nós, em família, guardamos a Fé? Conservamo-la para nós mesmos, como um bem privado, como uma conta bancária, ou sabemos partilhá-la com o testemunho, com o acolhimento, com a abertura aos outros? Todos sabemos que as famílias, sobretudo as mais jovens, estão numa “corrida” constante, sempre muito atarefadas! Mas, alguma vez pensamos que esta “corrida” pode ser também a corrida da fé?”.

“Guardai a Fé em família, colocai o sal e o fermento da Fé nas coisas do vosso dia-a-dia!”.

2.    A família vive a Alegria!

E o Santo Padre diz-nos: “A verdadeira alegria que se experimenta na família não é algo superficial, não vem das coisas, das circunstâncias favoráveis... A alegria verdadeira vem da harmonia profunda entre as pessoas, a harmonia que todos sentem no coração, que faz sentir a beleza de estarmos juntos, de nos apoiarmos uns aos outros no caminho da vida. Mas, na base deste sentimento de alegria profunda está a presença de Deus na família, está o Seu amor acolhedor, misericordioso, cheio de respeito por todos. E, acima de tudo, um amor paciente.

Só Deus sabe criar a harmonia!

Se falta o amor de Deus, a família perde a harmonia, prevalece o individualismo, apaga-se a alegria. Pelo contrário, a família que vive a alegria da Fé, comunica-a espontaneamente, é sal da terra e luz do mundo, é fermento para toda a sociedade”.

E a concluir, o Papa Francisco diz a cada um de nós: “Vivei sempre com Fé e simplicidade, como a Sagrada Família de Nazaré!”.

 

Carlos Manuel Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Encerramento do Ano da Fé – Peregrinação ao Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, em Peniche

Toda a Igreja Diocesana é convocada para o grande acontecimento, encerramento do Ano da Fé, que será presidido por Sua Eminência, o Patriarca de Lisboa, no dia 24 de Novembro no Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, em Peniche.  

Estão a ser organizados autocarros para assegurar o transporte. O preço do autocarro é de 8 € por pessoa. A saída dos autocarros está prevista para as 10:30 horas. As inscrições podem ser feitas junto dos (das) Zeladores(as) de cada Comunidade.

Algumas indicações práticas:

Os participantes da nossa Paróquia deverão comparecer (individualmente ou em grupo), às 14:00 horas, no Largo da Misericórdia.

Até às 14h30, fazendo o acolhimento, haverá uma pequena animação musical à qual se seguirá uma Catequese que será presidida pelo Senhor Patriarca ou por dos Bispos Auxiliares.

Após esta Catequese, iniciar-se-á uma caminhada em direcção ao Santuário da Senhora dos Remédios onde, pelas 16:00 horas, será celebrada a Eucaristia, na qual todos os participantes farão a renovação da Fé. Após a celebração encerrar‐se-á o dia.

Caso as condições climatéricas sejam desfavoráveis, as actividades programadas terão lugar no Pavilhão Polidesportivo Stella Maris, para onde todos se deverão dirigir a partir das 14:00 horas.

 

2.    Magusto organizado pelos Jovens do 9º Catecismo de Barcarena

Os Jovens do 9º Catecismo de Barcarena convidam a Comunidade Paroquial a participar na Festa do Magusto. Será este Domingo, dia 17 de Novembro, pelas 15:00 horas na Igreja de Barcarena.

 

3.    Reunião de Catequistas

Na próxima Sexta-Feira, dia 22 de Novembro, pelas 21:00 horas, na Igreja Paroquial, terá lugar uma Reunião com todos os Catequistas das diferentes Comunidades.

Apela-se à presença de todos os Catequistas.


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