Nº37 - 10-11-2013

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Nº37 - 10-11-2013

NA BARCA DA FÉ

 

A VIDA ETERNA

Como será a vida com Deus? Não o sabemos e a nossa mente limitada não pode sequer compreendê-lo. Os que tentaram descrevê-la só perderam o seu tempo. Inevitavelmente, acabaram por apresentá-la como um melhoramento da vida actual.

O paraíso não é uma casa que devemos comprar e da qual devemos saber, antecipadamente, quantos quartos tem, se há luz, água, ar condicionado… É com a vida neste mundo que nos devemos preocupar. A outra devemos só esperá-la como um dom maravilhoso que o Pai tem guardado para todos os seus filhos, que Ele tanto ama.

Procuremos perguntar-nos porque é que os não-crentes se riem de nós. Verdade, porque não compreendem nada da nossa fé. Mas, muitas vezes, é porque as explicações que lhes damos são de facto ridículas. Como não sorrir de alguém que, convencido que tem ideias claríssimas sobre os mistérios da vida de Deus, as quer impor arrogantemente aos outros? Que dizer até de certos pregadores que falam da vida do outro mundo com tanta clareza que parece que lá passaram quinze dias de férias?

O sorriso dos “saduceus” de hoje deveria fazer desaparecer o orgulho de quem se considera mestre que sabe tudo, deveria tornar mais humildes e atentos os que falam do que… só Deus conhece. Não podemos imaginar como será a vida com Deus, mas temos a certeza de que, depois da morte, o homem continua a viver. No Evangelho de hoje (lLc 20, 27-38), Jesus insiste na vida eterna, mas explica que ela não é a simples continuação desta vida: homens e mulheres estarão numa nova transcendência, será uma nova relação com Deus e com os irmãos. Acrescenta que a expressão judaica “o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacob” envolve a afirmação de que Abraão, Isaac e Jacob continuam vivos diante de Deus.

É importante que os cristãos nem desprezem esta vida por causa da vida eterna, nem reduzam a vida eterna a uma simples continuação da aventura na terra. Esta vida terrena é um dom de Deus, é aqui que havemos de merecer a vida eterna; por outro lado, “os olhos não viram, os ouvidos não ouviram, o coração do homem não pressentiu aquilo que Deus preparou para os que O amam” (1Cor 2, 9). É sabido que, em certas épocas, a Igreja desprezou bastante o tempo em face da eternidade. Mas hoje importa não ceder à tentação de desprezar a eternidade em nome de uma boa compreensão do tempo.

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - XXXII DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO C

2Mac 7,1-2.9-14; Sl 16,1.5-6.8b.15; 2Ts 2,16-3,5; Lc 20, 27-38

A primeira leitura deste Domingo, um trecho tirado do 2º livro dos Macabeus, relata um acontecimento, conhecido como o “Martírio dos sete irmãos Macabeus.”

Pondo de parte o estilo e elaboração literária do Livro e de toda a história e discursos dos irmãos Macabeus, centro-me na mensagem, que é Palavra de Deus, desta narrativa verdadeiramente histórica. Realço dois aspectos que estão interligados e que me chamam à conversão – o primeiro aspecto o MARTÍRIO, o segundo aspecto a RESSUREIÇÃO.

O Povo de Israel, o Povo de Deus, encontrava-se sob a opressão de uma Civilização Helenista e de um rei que queria impor aos israelitas, os seus costumes e a adoração aos seus deuses. A leitura (capítulo 7) descreve o exemplo e testemunho dos sete irmãos e sua mãe que são torturados até à morte, pois não cedem às exigências do rei, que quer que reneguem às Leis de Deus e consequentemente reneguem ao seu próprio Deus. São considerados pela Igreja mártires pré-cristãos.

Perante o inimigo, perante o sofrimento, a morte, optam pelo mais difícil – o MARTÍRIO - não cedendo à vontade do rei, nem negando a sua Fé.

Perante o testemunho de fé destes “Macabeus”, sou confrontada com o meu próprio testemunho de fé. Tenho Fé? Qual o meu testemunho como cristã?

Perante as adversidades da minha vida, da doença, dos problemas dos filhos, da falta de dinheiro, da falta de ânimo... perante o inimigo e o ridículo de anunciar a minha fé... Qual a minha opção? Optar pelo mais fácil e continuar a “adorar os deuses” desta nossa sociedade – ganhar dinheiro para satisfazer todas as minhas vontades consumistas e viver comodamente e dar “tudo do melhor” (material, educação, saúde) aos meus filhos – ou optar pelo que me parece mais difícil e aceitar a vontade de Deus e o seu Projecto de Vida para mim?

E é neste ponto que surge o segundo aspecto - a RESSUREIÇÃO.

A primeira leitura termina no versículo 14 com as palavras do quarto irmão: “Vale a pena morrermos às mãos dos homens, quando temos a esperança em Deus de que Ele nos ressuscitará (...)”. A Fé da Igreja é ter esta esperança em Deus de que Ele nos ressuscitará .

São Tomás disse que para merecer a auréola do martírio basta que levemos a obediência a Deus até ao seu grau supremo, que é oferecer-se a si próprio à morte. Pois Jesus Cristo quando no martírio da cruz, obedeceu ao Pai até à morte, tudo venceu, permitiu assim que Deus O ressuscitasse, mostrando que Deus é o Deus da Vida.

Perante a minha vontade de querer uma vida sem tribulações, perante o medo do “martírio” dos sofrimentos do dia a dia, perante este tipo de “morte”, Deus tem o poder de me ressuscitar, tem o poder de nestes meus problemas me dar a vida, me dar ânimo. 

Mónica Morgado



A Família reza!

Nos últimos tempos tenho escolhido para a minha meditação, durante a oração da manhã, as homilias do Papa Francisco a que vou tendo acesso na internet. Neste número da nossa Folha Paroquial dou especial ênfase a um desafio que o Santo Padre dirigiu às Famílias que se encontraram com ele, em Roma, no passado dia 27 de Outubro.

Naquele Domingo, o Evangelho era Lc 18, 9-14.

O Papa Francisco dizia: “As leituras deste Domingo convidam-nos a meditar sobre algumas características fundamentais da família cristã.

A primeira: a família reza.

A passagem do Evangelho destaca dois modos de rezar: um falso, o do fariseu, e outro autêntico, o do publicano. O fariseu … não expressa o agradecimento a Deus pelos Seus benefícios e pela Sua misericórdia. O fariseu sente-se justo, sente-se com a consciência tranquila … Ao contrário, … a oração do publicano é humilde … A oração do publicano é a oração do pobre, é a oração agradável a Deus …”.

E, logo a seguir continua, explorando algo que me fez recuar aos meus tempos de criança. Recordo bem os jantares em família, a que se seguiam a recitação do terço e, no final, a vossa bênção meu pai, a vossa bênção minha mãe! Foi neste ambiente que nasceu o meu amor a Jesus, o meu enamoramento por Ele.

Hoje, o Santo Padre desafia-nos: “À luz desta Palavra, queria perguntar-vos, queridas famílias: Rezais algumas vezes em família? … Muitos perguntam: Mas, como se faz para rezar em família? Faz-se como o publicano: com humildade, diante de Deus. Cada um, com humildade, deixa-se olhar pelo Senhor e pede que a Sua bondade venha até nós.

Mas, na família, como se faz?

… Todas as famílias, todos nós precisamos de Deus: todos, todos!

Temos necessidade da Sua ajuda, da Sua força, da Sua bênção, da Sua misericórdia, do Seu perdão.

É preciso simplicidade para rezar em família! … Rezar em família o “Pai Nosso”, ao redor da mesa, não é algo de extraordinário: é uma coisa fácil!

E rezar o Terço, em família, é muito belo; dá tanta força!

Rezar um pelo outro: o marido pela esposa; a esposa pelo marido; os dois pelos filhos; os filhos pelos pais, pelos avós ... Isto é rezar em família!

Isto (a oração) fortalece a família!”

Carlos Manuel Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Encerramento do Ano da Fé – Peregrinação ao Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, em Peniche

Toda a Igreja Diocesana é convocada para o grande acontecimento, encerramento do Ano da Fé, que será presidido por Sua Eminência, o Patriarca de Lisboa, no dia 24 de Novembro no Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, em Peniche.  

Estão a ser organizados autocarros para assegurar o transporte. O preço do autocarro é de 8 € por pessoa. A saída dos autocarros está prevista para as 10:30 horas. As inscrições podem ser feitas junto dos (das) Zeladores(as) de cada Comunidade.

Algumas indicações práticas:

Os participantes da nossa Paróquia deverão comparecer (individualmente ou em grupo), às 14:00 horas, no Largo da Misericórdia.

Até às 14h30, fazendo o acolhimento, haverá uma pequena animação musical à qual se seguirá uma Catequese que será presidida pelo Senhor Patriarca ou por um dos Bispos Auxiliares.

Após esta Catequese, iniciar-se-á uma caminhada em direcção ao Santuário da Senhora dos Remédios onde, pelas 16:00 horas, será celebrada a Eucaristia, na qual todos os participantes farão a renovação da Fé. Após a celebração encerrar‐se-á o dia.

Caso as condições climatéricas sejam desfavoráveis, as actividades programadas terão lugar no Pavilhão Polidesportivo Stella Maris, para onde todos se deverão dirigir a partir das 14:00 horas.

 

2.    Catequese de Adultos (Preparação para o Crisma)

As inscrições na Catequese para Adultos (Preparação para o Crisma) encerram na próxima 4ª Feira (dia 13 de Novembro). As inscrições podem ser feitas, directamente, no Cartório Paroquial, ou através do telefone.

O horário de funcionamento do Cartório Paroquial é:

4ª e 6ª Feira, das 20:00 às 21:30 horas.

 

3.    34º Aniversário do Centro de Dia do Centro Social e Paroquial

Na próxima 3ª Feira, dia 12 de Novembro, ocorre a passagem do 34º Aniversário do Centro de Dia do Centro Social e Paroquial. A assinalar este Aniversário, será celebrada uma Missa de Acção de Graças, às 11:00 horas, na Igreja de Tercena. Nesse dia não haverá a habitual Missa das 9:30 horas.

 

4.    Magusto organizado pelos Jovens do 9º Catecismo de Barcarena

Os Jovens do 9º Catecismo de Barcarena convidam a Comunidade Paroquial a participar na Festa do Magusto. Será no próximo dia 17 de Novembro, pelas 15:00 horas na Igreja de Barcarena. Será um momento de convívio e partilha que muito enriquece a nossa Paróquia.


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