Nº35 - 27-10-2013

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Nº35 - 27-10-2013

NA BARCA DA FÉ

 

DIANTE DE DEUS TODOS ESTAMOS DE MÃOS VAZIAS

O fariseu da parábola do Evangelho que hoje escutámos (Lc 18, 9-14) tem algumas qualidades, mas é suficientemente cego para imaginar que é perfeito. Imagina, por exemplo, que ser justo é simplesmente não roubar na rua, que ser religioso é ir às cerimónias e jejuar. Julga que pertence, com Deus, ao clube restrito dos “bons” e, por isso, tem de desprezar os maus.

Quem julga poder acumular méritos diante de Deus inevitavelmente acaba por desprezar os outros e, por isso, porque os acha indignos, nada quer ter a ver com eles. Quem se sente justo está convencido de que pode inclusivamente envolver Deus nesta separação, convencido de que a sua “oração” pode ser esta ou semelhante: “Meu Senhor, nós dois somos bons, nós dois vamos de braço dado. Os outros é que são uns desgraçados,… ”

A pior das separações é aquela que divide as pessoas entre justos e pecadores, entre quem tem merecimentos e não os tem. O fariseu gostaria também de inscrever Deus no grupo dos justos, fazendo dEle um fariseu, um “separado”. Mas Deus não vai na conversa. E se realmente tivesse de escolher… preferiria pôr-se ao lado dos pecadores.

Todo aquele que se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado” (Lc, 18, 14). Esta última frase parece quase dizer-nos que Deus Se diverte a pregar partidas a quem se comporta melhor do que os outros. Mas não é assim. “Quem se exalta” não é orgulhoso, mas aquele que confia nos próprios méritos. Esse, se não quiser ver-se de mãos vazias, deve aceitar fazer-se pequeno, ser pobre entre os pobres, devedor entre os devedores. Quando tiver assumido esta atitude, estará em condições de poder ser enriquecido de dons pelo Senhor, como aconteceu a Maria, a pobre, a humilde serva na qual o Omnipotente operou maravilhas (cf. Lc, 1, 48 -49).

O vosso Pároco, 

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - DOMINGO XXX do Tempo Comum, Ano C

Sir 35,15b-17.20-22a; Salmo 34, 2-3.17-18.19.23; 2 Tim. 4,6-8.16-18; Lc 18, 9-14

 

O ruído caracteriza bem a nossa sociedade moderna. Entram por nossos olhos dentro, imagens a toda a hora, através da TV, internet, jornais e outdoors. Os sons também são uma constante, seja em termos de poluição sonora, seja as músicas de mp3, rádio e música ambiente. Até nos cheiros se sente uma diversidade de ruídos: água-de-colónia, detergentes, comida em restaurantes, etc. No passado a natureza dominava o mundo dos sentidos. As cores, sons e cheiros vinham de uma natureza que ainda se conseguia sobrepor ao homem.

A grande parte destes ruídos destinam-se a atrair a minha atenção para o mundo. Estes ruídos pretendem seduzir. Não se pode vender um carro sem uma boa imagem, não se pode vender roupa sem uma boa música ambiente na loja, não se pode ter um bom emprego sem o perfume certo. Todo este ruído faz parte do meu mundo, não posso fugir a ele. Contudo também não posso deixar que ele me afaste do essencial.

As leituras deste Domingo centram-me no essencial. A oração a Deus! A primeira leitura mostra-me que a minha oração tem de ser humilde. Não posso deixar convencer-me pelo ruído do mundo, que me diz que é mais fácil fazer chegar a Deus uma oração num carro bonito com ar condicionado a ouvir uma música celestial, do que numa paragem de autocarro ao frio e à chuva.

Infelizmente para mim, este ruído ainda me seduz e me afasta da oração. Gosto mais de andar alienado com o ruído deste mundo do que assumir a minha condição de filho de Deus. Não sou capaz de me entregar ao sacrifício, como dizia São Paulo. Não sou capaz de aceitar os sacrifícios da minha vida. Não faço a oração humilde que faz o cobrador de impostos do evangelho: “Jesus tem piedade de mim que sou pecador”. De facto grande parte dos meus sofrimentos são responsabilidade minha. Resultam do meu pecado. Esta Palavra convida-me agarrar-me mais à oração. Para que se cumpra em mim o que diz o Salmo deste Domingo “O Senhor está perto dos corações contritos e salva os espíritos abatidos”.

Pedro Chambel Leitão



Sou um cristão soluçante, ou sou cristão sempre?

Para nós, Portugueses, o mês de Outubro é sempre ocasião para um encontro mais profundo com Nossa Senhora!

Na semana passada a nossa reflexão centrou-se num tema desenvolvido pelo Papa Francisco na homilia da Missa da Jornada Mariana por ocasião do Ano da Fé: “Deus surpreende-nos com o seu amor!”.

Continuando na mesma linha, esta última semana de Outubro, as palavras proferidas pelo Santo Padre, conduzem-nos um pouco mais além: “Deus surpreende-nos com o Seu amor, mas pede fidelidade … Ele é o Fiel, mas pede-nos a mesma fidelidade”.

“… Muitas vezes é fácil dizer sim, mas depois não se consegue repetir este sim todos os dias”.

Quando o Anjo Gabriel anunciou a Maria que ia ser Mãe, diz-nos o Papa Francisco: “Maria disse Sim a Deus, um Sim que transtornou a sua vida humilde de Nazaré, mas não foi o único Sim. Aquele Sim foi o primeiro de muitos Sins pronunciados no seu coração, tanto nos seus momentos felizes, como nos dolorosos, muitos Sins que culminaram no Sim ao pé da Cruz”.

E o Santo Padre lança-nos uma pergunta para exame de consciência: “Sou um cristão soluçante, ou sou cristão sempre? … Deus pede-nos para Lhe sermos fiéis todos os dias, nas acções quotidianas”. E, logo a seguir, acrescenta: “Mesmo se, às vezes, não Lhe somos fiéis, Ele é sempre Fiel e, com a Sua misericórdia, não se cansa de nos estender a mão para nos erguer e encorajar a retomar o caminho. … E o caminho definitivo é: Sempre com o Senhor!”.

E, quase a terminar a sua reflexão, o Papa Francisco diz-nos: “Deus é a nossa força!”. E aponta-nos o exemplo de Maria: “Depois da Anunciação, o primeiro gesto que ela realiza é um acto de caridade para com a sua parente Isabel; As primeiras palavras que profere são: «A minha alma glorifica o Senhor», um cântico de louvor e agradecimento a Deus … Tudo é dom d’Ele! … Ele é a nossa força! … É fácil ir até junto do Senhor para pedir alguma coisa, mas quase nunca nos lembramos de Lhe agradecer”.

Como farol que nos vai guiar durante toda esta semana fica a última frase da homilia do Santo Padre: “Invoquemos a intercessão de Maria, para que nos ajude a deixarmo-nos surpreender por Deus sem resistências, a sermos-Lhe fiéis todos os dias, a louvá-Lo e agradecer-Lhe porque Ele é a nossa força”. 

Carlos Manuel Borges



VIDA PAROQUIAL


1.    Dia 1 de Novembro – Solenidade de Todos os Santos

Na próxima Sexta-Feira, a Igreja celebra a Solenidade de Todos os Santos. É um dia de preceito obrigatório, ou seja, todos os Cristãos devem cumprir o dever de participar na Missa.

Na nossa Paróquia, o horário das celebrações será o seguinte:

Tercena – 9:30 horas   Queluz de Baixo – 19:00 horas   Barcarena – 21:00 horas

 

2.    Dia 2 de Novembro – Comemoração dos Fiéis Defuntos

No próximo Sábado, dia 2 de Novembro, Dia dos Fiéis Defuntos, pelas 16:00 horas, haverá Celebração da Missa no Cemitério.

 

3.    Dia 2 de Novembro – Noite de Oração orientada pelo Grupo de Jovens

No próximo Sábado, dia 2 de Novembro, às 21:30 horas, o Grupo de Jovens da nossa Paróquia orientará, na Capela de S. Sebastião, uma Noite de Oração.

Toda a Comunidade Paroquial está convidada a participar.

 

4.    Encerramento do Ano da Fé – Peregrinação ao Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, em Peniche

O Patriarca de Lisboa, convoca todos os Cristãos do Patriarcado, para uma Peregrinação ao Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, em Peniche, para o dia 24 de Novembro, dia de encerramento do Ano da Fé. 

Convidamos Comunidade Paroquial a participar nesta Peregrinação.

Estão a ser organizados autocarros para assegurar o transporte. O preço do autocarro é de 8 € por pessoa. A saída dos autocarros está prevista para as 10:30 horas. 

As inscrições podem ser feitas junto dos (das) Zeladores(as) de cada Comunidade.

 

5.    Catequese de Adultos (Preparação para o Crisma)

Brevemente vamos iniciar a Catequese para Adultos (Preparação para o Crisma). Os Adultos e Jovens que não frequentaram e Catequese e que pretendam receber o Sacramento do Crisma, ou fazer a 1ª Comunhão e receber o Sacramento do Crisma, deverão fazer a sua inscrição, no Cartório Paroquial, até ao final de Outubro.

O horário de funcionamento do Cartório Paroquial é:

4ª e 6ª Feira, das 20:00 às 21:30 horas.

 

6.    Ceia de Natal em Valejas – Jantar de Reis em Queluz de Baixo

Na reunião realizada a 2 de Junho de 2013, o Conselho Pastoral Paroquial, reflectiu sobre a realização, ou não, da Ceia de Natal em Valejas e do Jantar de Reis em Queluz de Baixo. Na sequência desta reflexão, o Secretariado Permanente, na sua reunião de 24 de Junho, aprofundou o mesmo assunto e concluiu haver necessidade de repensar estas festas como festas da comunidade e para a comunidade. Foi decidido não realizar estas festas durante este Ano Pastoral, revê-las em próximas reuniões e retomá-las mais tarde, de uma forma completamente nova.


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