Nº34 - 20-10-2013

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Nº34 - 20-10-2013

NA BARCA DA FÉ

 

REZAR SEMPRE

Na parábola que o Evangelho de hoje nos conta (Lc 18, 1-8), há um aspecto gritante, entre outros: a teimosia da viúva. Encontrou uma barreira, mas não desistiu. E alcançou o seu desejo. Jesus diz-nos que continuemos a rezar, mesmo que nos sintamos confrontados com a barreira de silêncio. Cedo ou tarde – não é da nossa conta – Deus nos atenderá.

Rezar é difícil: porque não temos tempo para nada, e também não o temos para rezar; porque Deus não se vê nem se toca; porque o mal do mundo, inserido dia-a-dia nas nossas vidas pelos jornais e pela televisão, nos indispõe contra Deus.

Jesus experimentou a angústia no Jardim das Oliveiras, e rezou, do meio dessa angústia (Lc 22, 42-44). Pediu ao Pai que, se fosse da sua vontade, afastasse dele a paixão e a cruz. Fê-lo porque é um homem sensato, não ama o sofrimento. Pede com confiança, mas sujeitando-se à decisão do Pai. Acredita que o Pai pode tudo; mas não sabe, enquanto homem, se o Pai o vai salvar: viu muitos justos a perecer.

Quanto a nós sucede-nos desistir de orar, por descrença ou por cansaço. Há também quem teime para que Deus cumpra… O melhor será entrar na atitude “virtuosa” de deixar que Ele resolva como for melhor. Antes de pedir o que quer que seja, peçamos que o Pai nos conceda os dons do Espírito (cf Lc 11, 13).

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - XXIX Domingo

Ex 17, 8-13; Sal 120 (121), 1-2. 3-4. 5-6. 7-8, 2 Tim 3, 14 – 4, 2, Lc 18, 1-8

Guerra Santa

No meu dia-a-dia enfrento lutas a todo o momento. A empresa onde eu trabalho luta por mais clientes. Antigos colegas nuns projectos são parceiros e noutros são concorrentes. Na minha paróquia diferentes formas de ver e viver a fé da Igreja geram atritos. Vejo os meus filhos também entrar nesta guerra, que é a convivência em sociedade, quando se queixam que foram roubados ou que existem meninos maiores que lhes batem. O povo de Deus tem vivido em guerra permanente.

A primeira leitura deste Domingo descreve uma dessas guerras. Esta leitura convida-me a ser como Moisés ”Enquanto Moisés tinha as mãos levantadas, Israel levava a melhor. Mas, quando as deixava cair, os Amalecitas tinham vantagem.”(Ex 17, 11). O povo de Deus não contornou os Amalecitas, esperou por eles e lutou. Quando leio estas leituras do antigo testamento, o meu lado optimista diz-me que aquela violência era impensável nos dias de hoje porque Deus mudou o coração dos homens ao longo da história. O meu lado pessimista diz-me que aquela violência não ocorre porque a sociedade chegou à conclusão que a violência é má para o negócio, o consumidor tem que ter tranquilidade para ir ao Centro Comercial ao fim-de-semana.

O Evangelho deste Domingo traz-me à memória as advertências dos meus catequistas para ser assíduo à oração. Porquê? Porque é que tenho que rezar as laudes, a hora intermédia e as vésperas todos os dias? Mais uma vez Deus não me deixa sem resposta e vem ao meu encontro com uma parábola que me explica a urgência de ser assíduo à oração “Escutai o que diz esse juiz iníquo. E Deus não faria justiça a seus eleitos que clamam a ele dia e noite, mesmo que os faça esperar? Digo-vos que lhes fará justiça muito em breve. Mas quando o Filho do Homem voltar, encontrará a fé sobre a terra? (Lc 18, 6-8)”. Através da oração assídua aproximo-me de Deus, comunico com Deus, caso contrário a força brutal do mundo só me deixa ver Deus em situações de aflição. Ninguém gosta de ter amigos interesseiros. Eu vejo a minha relação com Deus como uma amizade e a Igreja ensina-me que esta se constrói através da oração.  

Paulo Chambel Leitão



Deixo verdadeiramente Deus entrar na minha vida?

Na nossa memória está ainda muito presente a Jornada Mariana por ocasião do Ano da Fé, celebrada pelo Papa Francisco em Roma, na Praça de S. Pedro, no passado fim-de-semana. Como Paróquia, todos nós nos associamos a esta Jornada Mariana, fazendo a nossa Consagração a Nossa Senhora, recitando a belíssima oração: “Ó Senhora minha, ó minha Mãe …”.

Ainda no “rescaldo” desta Jornada Mariana, propomos a cada Paroquiano da Paróquia de S. Pedro de Barcarena, a meditação e a interiorização, nas nossas vidas, de alguns dos “desafios” lançados pelo Santo Padre.

Na homilia da Missa, celebrada diante da Imagem de Nossa Senhora de Fátima, o Papa Francisco dizia: Hoje, encontramo-nos diante de uma das maravilhas do Senhor: Maria! Uma criatura humilde e frágil como nós, escolhida para ser Mãe de Deus, Mãe do Criador.

Olhando Maria … queria reflectir convosco sobre … uma realidade … Deus surpreende-nos!

… É na pobreza, na fraqueza, na humildade que Ele Se manifesta e nos dá o Seu amor que nos salva, cura, dá força. Pede somente que sigamos a sua palavra e tenhamos confiança n’Ele.

Esta é a experiência da Virgem Maria! Perante o anúncio do Anjo, Maria não esconde a sua admiração. Fica admirada ao ver que Deus, para Se fazer homem, escolheu precisamente a ela, jovem simples de Nazaré, que não vive nos palácios do poder e da riqueza, que não realizou factos extraordinários, mas que está disponível para Deus, que sabe confiar n’Ele, mesmo não entendendo tudo: «Eis a serva do Senhor, faça-se em Mim segundo a tua palavra» (Lc 1, 38).

Deus surpreende-nos sempre, rompe os nossos esquemas, põe em crise os nossos projectos, e diz-nos: confia em Mim, não tenhas medo, deixa-te surpreender, sai de ti mesmo e segue-Me!”.

Durante esta semana que cada um de nós saiba responder ao desafio lançado pelo Santo Padre: “Perguntemo-nos, todos, se temos medo daquilo que Deus me poderá pedir ou está pedindo. Deixo-me surpreender por Deus, como fez Maria, ou fecho-me nas minhas seguranças, seguranças materiais, seguranças intelectuais, seguranças ideológicas, seguranças dos meus projectos? Deixo verdadeiramente Deus entrar na minha vida? Como Lhe respondo?”.

Carlos Manuel Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Cartório Paroquial – Alteração Provisória do Horário de Funcionamento

Terça-Feira passada, dia 15 de Outubro, o Pároco foi surpreendido com a comunicação que lhe foi feita pela Senhora D. Isabel Alberto de que, a partir Quinta-Feira, dia 17 de Outubro, deixaria de prestar a sua colaboração no Cartório Paroquial.

Assim, foi necessário, num curto espaço de tempo, encontrar alguém disponível para receber formação de modo a poder assegurar o funcionamento do Cartório Paroquial.

Em virtude desta mudança, provisoriamente, o horário de funcionamento do Cartório vai sofrer uma pequena alteração, ou seja, estará aberto apenas à Quarta e Sexta-Feira, das 20:00 às 21:30 horas.

 

2.    Missa aos Sábados na Igreja Paroquial

No passado dia 21 de Setembro, o Pároco esteve reunido com os Chefes do Agrupamento de Escuteiros. Nessa reunião os Chefes do Agrupamento comunicaram que os Escuteiros não participariam na Missa ao Sábado, caso o horário se mantivesse às 15:15 horas. Face a esta decisão do Agrupamento de Escuteiros, o Secretariado Permanente do Conselho Pastoral Paroquial foi de parecer que a Missa na Igreja Paroquial, às 15:15 horas dos segundo e quarto Sábados do mês, não deve ser mantida.

 

3.    Catequese em Valejas /Missa aos primeiros Sábados

A Comunidade de Valejas tem-se debatido, há já algum tempo, com um problema: a falta de Catequistas. Reflectindo sobre este assunto, concluiu-se que é necessário reestruturar a Catequese naquela Comunidade. Assim, decidiu-se que, este ano, não haverá Catequese em Valejas. Este será um ano de reflexão. Quando tudo estiver reorganizado recomeçar-se-á. Uma vez que não haverá Catequese em Valejas, a celebração da Missa aos primeiros Sábados será cancelada.

 

4.    Nomeação dos Novos Orgãos do Centro Social e Paroquial

Sua Eminência o Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, nomeou a nova Direcção e o novo Conselho Fiscal do Centro Social e Paroquial de Barcarena, que passam a ter a seguinte constituição:

Direcção

Presidente – Padre Mário Faria Silva; Vice-Presidente – Carlos Manuel Ferreira de Sousa Borges; Tesoureiro – Fernando Manuel Vaz Dias; 1º Secretário – José Augusto Figueiredo; 2º Secretário – Andreia Sofia Sequeira Silva Viegas Figueiredo.

Conselho Fiscal

Presidente – Miguel Augusto Damião de Carvalho Matos Figueiredo;  Secretário – Paulo Fernando Cunha Gameiro; Vogal – Andreia Filipa Pais Reis.


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