Nº33 - 13-10-2013

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Nº33 - 13-10-2013

NA BARCA DA FÉ

 

A TUA FÉ TE SALVOU. VAI EM PAZ!

Os antigos tinham grande horror à lepra. Temiam o contágio e viam nela um sinal de maldição. Pensando que toda a doença era um castigo infligido por Deus, concluíam que, tendo recebido um mal tão terrível estes doentes eram ou tinham sido grandes pecadores.  Os leprosos eram expulsos das povoações e só de longe podiam gritar por ajuda. O Antigo Testamento proibia qualquer contacto com um leproso.

Jesus respeita a Tradição dos Antigos quando ela ensina coisas justas, mas tem a coragem de a desrespeitar quando ela é contrária ao amor ou simplesmente ao bom senso. Por exemplo não deixa de curar um doente por esse dia ser sábado. Logo no princípio da sua vida pública, há um leproso que se aproxima e lhe diz: “Senhor, se quiseres podes curar-me”. Infringindo a Lei, Jesus estende a mão e toca-o, ao mesmo tempo que diz: “quero, fica curado” (Mt 8, 1-8; Mc 1, 40-45; Lc 5, 12-16). Suponho que quis significar duas coisas: o leproso é um doente, não necessariamente um grande pecador. Mesmo que seja necessário defender a população do contágio, isso não deve ser feito relegando seres humanos para situações infra-humanas. O Evangelho deste 28º Domingo (Lc 17-11-19) conta que, mais adiante, à entrada duma povoação, dez leprosos, mantendo-se a distância, lhe bradam: “Mestre, tem compaixão de nós”. Jesus manda que vão apresentar-se aos sacerdotes e, no caminho, ficam curados. Um deles volta atrás, a agradecer. Era samaritano. Jesus mostra que achava natural que os outros tivessem vindo também. Mas trata este com carinho: “A tua fé te salvou. Vai em paz”.

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - DOMINGO XXVIII do Tempo Comum, Ano C

2 Reis 5, 14-17  ;  Sal 97 (98), 1. 2-3ab. 3cd-4  ;  2 Tim 2, 8-13  ;  Lc 17, 11-19

“Naqueles dias, o general sírio Naamã desceu ao Jordão e aí mergulhou sete vezes, como lhe mandara Eliseu, o homem de Deus. A sua carne tornou-se tenra como a de uma criança e ficou purificado da lepra” (2 Rs 5, 14).

A lepra do general sírio com a lepra dos 10 homens que vão ter com Jesus representa o nosso pecado. Mas também era lepra verdadeira (ou pelo menos uma doença de pele semelhante). O Deus que cura da lepra, é o mesmo que tem o poder ainda maior de me curar da minha vontade de ser como Deus, à semelhança de Eva quando se deixou enganar pela serpente. O pecado é acima de tudo um engano em que caio por fraqueza. Mas pior do que cair, é não aceitar o perdão e a misericórdia de Deus que está já prometida mesmo antes de eu cometer o pecado. Basta que aceite a minha realidade e me aproxime de Jesus Cristo (como os 10 leprosos) para ser curado. O meu orgulho e vergonha do pecado às vezes é uma barreira demasiado grande.

Aceitar o perdão do pecado, no sacramento da reconciliação (na confissão), é sempre uma ocasião de dar glória a Deus, como fez o Samaritano.

“Levanta-te e segue o teu caminho” diz-lhe Jesus. Levanta-te para que o orgulho e a vergonha não te deixem caído por terra. Sem o perdão do pecado não é possível caminhar.

Mas com o perdão que a Igreja tem para mim poderei “Cantar ao Senhor um cântico novo pelas maravilhas que Ele operou.”

Zé Chambel Leitão



O Acolhimento Cristão

Os cristãos que perguntam nunca devem encontrar portas fechadas.

O acolhimento cristão foi o tema de reflexão do Papa Francisco na homilia da missa celebrada na Capela de Santa Marta, no passado dia 25 de Maio. Comentando o Evangelho de Marcos (10, 13-16), o Santo Padre recordou a repreensão dada por Jesus aos Discípulos que quiseram afastar as crianças que as pessoas Lhe trouxeram para que Ele as tocasse. E o Santo Padre diz: “O que é que diz o Evangelho? Diz: «Jesus indignou-se e disse-lhes: Deixai vir a mim os pequeninos e não os afasteis, porque o Reino de Deus pertence aos que são como eles”.

Logo a seguir, o Papa Francisco continua e conta um episódio: A fé do povo de Deus é uma fé simples. … O nosso povo é um povo que se aproxima para perguntar algo de Jesus e, por vezes, com alguma de insistência. … Lembro-me de uma humilde senhora quepediu a bênção a um padre. O padre disse-lhe: Mas senhora, você esteve na missa! E explicou-lhe toda a teologia da bênção na missa. Ah, obrigado padre, sim padre, respondeu a senhora. Quando o sacerdote se foi embora, a senhora foi ter com outro padre e disse-lhe: Dê-me a bênção. Todas aquelas palavras não tinham “entrado” porque aquela senhora tinha outra necessidade, necessidade de ser “tocada pelo Senhor …”.

Para explicar melhor o que é o acolhimento cristão, o Papa deu alguns exemplos. Lembrou o que, frequentemente, acontece quando dois noivos que querem casar se dirigem aos nossos cartórios paroquiais e, em vez de apoio e felicitações, ouvem elencar o custo da cerimónia ou perguntar se os documentos estão todos tratados. “Por vezes, disse o Papa, esses noivos encontram a “porta fechada” … Quem podia ter a possibilidade de “abrir a porta”, agradecendo a Deus por este novo matrimónio, não o fez, pelo contrário fechou-a. … Muitas vezes somos controladores da fé em vez de sermos facilitadores da fé do povo”.

Referiu depois o caso de uma mãe solteira que vai à igreja, à paróquia, pedir o baptismo para o seu filho e ouve como resposta “de um cristão ou de uma cristã: Não, não podes, não és casada. … Esta mãe solteira que teve a coragem de levar para a frente a gravidez e não abortar, o que encontra? Uma porta fechada! E isto acontece tantas vezes! Isto não é zelo pastoral! Isto afasta do Senhor, não abre as portas!”.

A concluir, o Papa diz: “É uma tentação que temos, apropriarmo-nos do Senhor … Jesus fica indignado quando vê estas coisas, porque quem é que sofre com isto? É o Seu povo fiel, as pessoas que Ele ama muito. Jesus quer que todos cheguemperto d’Ele. … Peçamos ao Senhor que todos aqueles que se aproximam da Igreja encontrem as portas abertas para encontrar o Amor de Jesus”.

Carlos Manuel Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Catequese

Aquisição de Catecismos

Os Pais/Encarregados de Educação, que ainda o não fizeram, devem, o mais rapidamente possível, adquirir os Catecismos, nas diferentes Comunidades da Paróquia, antes das Missas Vespertinas e Dominicais, junto das Coordenadoras da Catequese de cada Comunidade.

Inscrições

Muito em breve, encerraremos as inscrições de crianças que vão frequentar a Catequese pela primeira vez. Se ainda o não fez, deve fazê-lo, antes e depois das Missas Vespertinas e Dominicais junto das Coordenadoras da Catequese de cada Comunidade.

 

2.    Compromisso de Catequistas e Crianças da Catequese

No próximo Sábado, dias 19 de Outubro, os Catequistas e as Crianças da Catequese da Comunidade de Tercena vão fazer o seu compromisso, durante a Missa Vespertina das 19:00 horas.

 

3.    Catequese de Adultos (Preparação para o Crisma)

No início de Novembro (em dias e horas a fixar de acordo com as inscrições) vamos iniciar a Catequese de preparação para o Crisma.

Todos os Adultos e Jovens que não frequentaram a Catequese e que desejam receber o Sacramento do Crisma, ou fazer a 1ª Comunhão e receber o Sacramento do Crisma, ou receber os Sacramentos de Iniciação Cristã (Baptismo, 1ª Comunhão e Crisma) deverão fazer a sua inscrição, no Cartório Paroquial, até ao dia 24 de Outubro.

O horário de funcionamento do Cartório Paroquial é:

3ª e 5ª Feira, das 19:30 às 21:00 horas.

4ª Feira, das 12:00 às 15:00 horas.

 

4.    Dia Mundial das Missões

No próximo Domingo, dia 20 de Outubro, celebramos o Dia Mundial das Missões.

Os ofertórios das Missas Dominicais e Vespertinas destinam-se às Missões.

 

5.    Contributo Paroquial

Como tem acontecido dos valores do Contributo Paroquial recolhido em cada Comunidade da Paróquia.

Barcarena – 569,01 €; Leceia – 113,07 €; Queluz de Baixo – 332,05 €

Tercena – 633,61 €

O valor total do Contributo Paroquial recolhido foi de 1.647,74 €

Em Valejas não houve recolha do Contributo Paroquial porque, à data, as Missas Dominicais e Vespertinas naquela Comunidade ainda não tinham recomeçado. 


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