Nº30 - 22-09-2013

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Nº30 - 22-09-2013

NA BARCA DA FÉ

 

REZAR PELAS AUTORIDADES

Na segunda leitura deste Domingo (1Tim 2,1-8), S. Paulo recomenda a Timóteo que convide os cristãos a rezar por todos os homens, e nomeadamente “pelos reis e por todas as autoridades, para que possamos levar uma vida pacífica e tranquila” (1Tim 2,2). Ora talvez nunca como hoje os governantes e os que têm alguma espécie de poder precisaram de orações. Nos últimos trinta, quarenta anos, a desigualdade no mundo e a miséria dos grupos mais pobres cresceu de maneira assustadora. O século XXI tem sido marcado pelo signo de uma violência inaudita: à guerra nuclear e à guerra subversiva, vai sucedendo a guerra terrorista. Aumenta a sede da vingança. Era preciso que uns e outros tivessem a grandeza de alma para parar, reflectir e dialogar. É urgente matar a fome, não os homens!

O mundo precisa de um novo profeta. Alguém que tenha prestígio para suscitar o diálogo, que ofereça propostas capazes de apaixonar o que ainda há de bom nos corações dos homens. O Papa Francisco tem-no feito. Mas será preciso que todos nós ensinemos com as nossas vidas que Deus não pode dividir os homens, Ele que é o amor.

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - DOMINGO XXIV do Tempo Comum, Ano C

Am 8, 4-7; Sal 112 (113), 1-2. 4-6. 7-8; 1 Tim 2, 1-8; Lc 16, 1-13 ou Lc 16, 10-13

As leituras deste Domingo falam-me de dois homens que sinto a lutar dentro de mim. O profeta Amós fala do homem que o mundo quer que eu seja “… vós que espezinhais o pobre e quereis eliminar os humildes da terra.“ (Am 8,4) e o Apóstolo São Paulo fala do homem que Deus anseia para mim “Ele quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade.” (Tm 2,4).

Da luta interior, anteriormente descrita, nasce o homem que eu sou, fielmente retratado, no Evangelho deste Domingo. Tal como a personagem principal do Evangelho eu reajo em função das circunstâncias e tenho como lema defender-me de tudo o que perturbe o meu coração, quer sejam as preocupações do mundo, os problemas do meu próximo ou os desafios que Deus me propõe constantemente. Este imobilismo do meu coração deve-se às prisões que construo à minha volta, das quais se destaca o trabalho “…vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro.” (Lc 16,13). São Paulo apresenta-me a cura que Deus tem para esta doença de coração “Quero pois que os homens orem em toda a parte erguendo as mãos ao alto, sem ira nem discussão.” (Tm 2,8).

Procurar a oração nos dias fáceis é difícil. Nos momentos difíceis o desespero, o stress impele-me para Deus e para sua proteção. A oração surge por necessidade quase egoísta, mas aproxima-me de Deus. Quando o mar está revolto à minha volta preciso da presença de Jesus, para que o mar não me engula. Nos dias em que o mar do mundo se encontra tranquilo encontro, no meu egoísmo, uma fonte interminável de perturbação. Nunca consigo ter ao mesmo tempo o mar tranquilo dentro e fora de mim. Este incómodo, esta perturbação permanente, não me deixa agarrar às maravilhas deste mundo e obriga-me a ter sempre presente que a vida é uma viagem acidentada, que tem um destino que é a morte. Frente à minha debilidade encontro conforto no Salmo deste Domingo “Ele ergue o fraco da poeira e tira o indigente do lixo, fazendo-o sentar-se com os nobres” (Sl 113,7-8).

 

Paulo Chambel Leitão



Dos murmúrios ao Amor ao próximo…

Nos últimos dias, a minha meditação diária tem-se centrado nas homilias/pensamentos que o Papa Francisco vai proferindo durante as Missas celebradas na Capela de Santa Marta. Partilho convosco alguns extractos de uma dessas homilias.  

Na manhã do dia 13 de Setembro, o Papa dizia: “As tagarelices matam tanto ou mais que as armas”.

Comentando as leituras do dia, 1Tm 1, 1-2; 12-14 e Lc 6, 39-42, o Santo Padre realçou que o Senhor, depois de, nas leituras dos últimos dias, nos ter proposto atitudes de mansidão, humildade e generosidade, fala-nos hoje do contrário, “da atitude odiosa para com o próximo”, aquela que temos quando nos tornamos “juízes do irmão”.

O Papa recordou o episódio evangélico em que Jesus repreende quem pretende “tirar o argueiro na vista do irmão e não repara na trave que está na sua”. (Cfr. Lc 6, 41). E continua: “Este comportamento, ou seja, sentir-se perfeito e, por conseguinte, capaz de julgar os defeitos dos outros, é contrário à mansidão, à humildade de que fala o Senhor, contrário àquela luz que é tão bela e que consiste em perdoar”.

“Jesus, evidenciou o Santo Padre, usa uma palavra forte: hipócrita”.

E acrescenta: “Os que vivem a julgar o próximo, a falar mal do próximo são hipócritas. Não têm a força e a coragem de ver os próprios defeitos. Sobre isto o Senhor não fala muito. Mais tarde dirá: «Aquele que tem no seu coração o ódio contra o irmão é um homicida». Isto será também proferido pelo Apóstolo João que, na sua primeira carta afirma: «Quem tem ódio ao seu irmão está nas trevas e nas trevas caminha, sem saber para onde vai» (1Jo 2, 11). «Todo aquele que tem ódio a seu irmão é um homicida»”. (1Jo 3, 15). Depois continua: “Todas as vezes que julgamos os irmãos, ou pior, quando falamos mal deles, somos cristãos homicidas. Não sou eu quem o diz, é o Senhor! Sobre este ponto não há dúvidas: Se falares mal do teu irmão estás a matá-lo. E todas as vezes que fizermos isto, imitaremos o gesto de Caim, o primeiro homicida”.

Nota: Grande parte do texto baseou-se num artigo publicado no Jornal L’Osservatore Romano (Versão Portuguesa).

Carlos Manuel Borges



VIDA PAROQUIAL


1.       Encontro de Formação para Catequistas

Amanhã (Hoje) vai realizar-se, no Seminário da Torre da Aguilha, um encontro com os Catequistas da nossa Paróquia.

Começa com o almoço, às 13:00 horas e termina por volta das 17:30 horas.

Seria bom que todos os Catequistas pudessem participar neste encontro.

 

2.       Início da Catequese

A Catequese terá início no próximo fim de semana, dias 28 e 29 de Setembro.

As crianças que já frequentaram a Catequese devem dirigir-se à Sala onde tiveram Catequese no ano passado.

As crianças que vão frequentar a Catequese pela primeira serão acolhidas, em cada Comunidade, por um Catequista.

 

3.       Inscrições na Catequese

Os Encarregados de Educação das crianças que vão frequentar a Catequese pela primeira, que ainda não fizeram a respectiva inscrição, ainda o podem fazer, antes e depois das Missas Vespertinas e Dominicais junto das Coordenadoras da Catequese de cada Comunidade.

Barcarena – Conceição Calaveiras; Queluz de Baixo – Irene Escaleira; Tercena – Sílvia Novaes.

 

4.       Obras de Conservação realizadas na Capela de S. Sebastião

Recentemente, foram realizadas algumas obras de conservação do telhado da Capela de S. Sebastião. O custo dessas obras importou em 995,00 € (novecentos e noventa e cinco euros).

 

5.       Catequeses para Jovens e Adultos

Na próxima segunda feira, dia 30 de setembro, irão iniciar-se Catequeses para Jovens e Adultos no Centro de Infância de Tercena. Estas Catequeses serão às 2ªs e 5ªs feiras às 21h30 e estão abertas a todas as pessoas, incluindo as afastadas da Igreja. Serão conduzidas por uma equipa de catequistas da 1ª Comunidade Neocatecumenal.”


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