Nº29 - 15-09-2013

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Nº29 - 15-09-2013

NA BARCA DA FÉ

 

Os “justos” devem converter-se!

O Evangelho deste Domingo (Lc 15, 1-32) propõe-nos duas das chamadas “parábolas da misericórdia”. Será que Jesus contou estas parábolas para convidar os seus discípulos a ir à procura dos pecadores ou para os convencer a voltar para o redil?

Quem deve converter-se? Os pecadores, certamente! Mas Jesus quer que aqueles que se consideram “justos” se convertam igualmente. Os “justos”, para além de terem de corrigir a sua vida (porque todos somos pecadores e é sempre difícil definir quem é mais ou menos pecador), devem corrigir sobretudo as suas ideias acerca de Deus.

Quem, como os fariseus, julga que Jesus é um juiz que distingue os bons dos maus, que ama os justos e odeia eternamente os pecadores, certamente é tentado a levantar barreiras entre os homens, torna-se um fanático, esquece-se que ele próprio é um necessitado da misericórdia do Senhor, inventa a “religião dos méritos” e não aceita um Deus que Se alegra em sentar-Se à mesa com um pecador. O nosso Deus alegra-Se em sentar-Se à mesa com um pecador.

A ovelha da parábola que fez para “merecer” as atenções do pastor? Nada. Tinha-se afastado e mais nada. Mas que fez o pastor quando a encontrou? Alegra-se, põe-na aos ombros e faz festa!

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - DOMINGO XXIV do Tempo Comum, Ano C

Ex 32, 7-11.13-14; Salmo 50 (51), 3-4.12-13.17.19; 1 Tim 1, 12-17; Lc 15, 1-32

Sacrifício agradável a Deus é um espírito arrependido: não desprezeis, Senhor, um espírito humilhado e contrito” (Sl 50, 19).

Todos os domingos a Palavra de Deus vem ao meu encontro para isto: para me mostrar os meus pecados e para me conduzir a uma atitude de humildade e contrição. É esta Palavra que me ilumina, me mostra o caminho para Deus. Em simultâneo, esta Palavra e os sacramentos curam-me.

Naquele tempo, os publicanos e os pecadores aproximavam-se todos de Jesus, para O ouvirem” (Lc 15, 1).

É precisa a humildade e a contrição para me aproximar de Jesus. A atitude orgulhosa dos fariseus não lhes permite ouvir Jesus. O caminho para Deus que cada um de nós tem que percorrer é sempre forçar a nossa natureza pecadora. Esse caminho, quando nos decidimos a iniciá-lo, tem como fim o encontro com o Pai pródigo que permanentemente espera pelo filho.

Escutemos a Palavra, saboreemos a Palavra, não desperdicemos uma migalha sequer porque esta, tal como o pão eucarístico, transporta Jesus Cristo.

 

Zé Chambel Leitão



“Deus viu que isso era bom” (Gn 1, 12. 18. 21. 25)

Regressados do período de férias, retomamos a publicação da nossa Folha Paroquial “A Barca da Fé”. Certamente, estamos ainda “fascinados” com o “desafio” que o Papa Francisco lançou a toda a Igreja, um “desafio” que, na nossa Paróquia, teve um momento forte na Vigília que realizamos na Capela de S. Sebastião.

Quando nos lançou para este “desafio”, o Papa Francisco afirmou: Hoje … queria fazer-me intérprete do grito que se eleva, com crescente angústia, em todos os cantos da terra, em todos os povos, em cada coração, na única grande família que é a humanidade: o grito da paz!”. (Papa Francisco, Angelus, Praça de S. Pedro, 1 de Setembro de 2013).

Neste número da nossa Folha Paroquial, partilho convosco alguns extractos do discurso que o Papa dirigiu aos milhares de peregrinos reunidos na Praça de S. Pedro, numa Vigília de Oração, semelhante à nossa.

Dizia o Papa: “«Deus viu que isso era bom». (Gn 1, 12. 18. 21. 25) A narração bíblica da origem do mundo e da humanidade fala-nos de Deus que olha a criação, quase contemplando-a, e que vai repetindo: isso é bom. Essa narração permite-nos entrar no coração de Deus …

Qual é o significado desta mensagem? O que diz, a mim, a ti, a todos nós?

Diz que, no coração e na mente de Deus, o nosso mundo é “casa de harmonia e de paz”, espaço onde todos podem encontrar o seu lugar e sentir-se “em casa”, porque “isso é bom”. Toda a criação é um conjunto harmonioso e bom, mas os seres humanos em particular, criados à imagem e semelhança de Deus, formam uma única família, em que as relações estão marcadas por uma fraternidade real e não simplesmente de palavras. O outro e a outra são o irmão e a irmã que devemos amar. A nossa relação com Deus, que é Amor, Fidelidade, Bondade, reflecte-se em todas as relações humanas e dá harmonia a toda a criação. O mundo de Deus é um mundo onde cada um se sente responsável pelo outro, pelo bem do outro”.

E, quase a terminar, continua: “É possível percorrer o caminho da paz? … Queria que de todos os cantos da terra gritássemos: Sim, é possível! Queria que, por um momento, todos os homens e mulheres olhassem para a Cruz! Na Cruz podemos ver a resposta de Deus: Ali à violência não se respondeu com violência, à morte não se respondeu com a linguagem da morte. No silêncio da Cruz cala-se o fragor das armas e fala a linguagem da reconciliação, do perdão, do diálogo, da paz”. (Papa Francisco, Vigília de Oração, Praça de S. Pedro, 7 de Setembro de 2013).

Carlos Manuel Borges



VIDA PAROQUIAL


1.    Contributo Paroquial

Nos Ofertórios das Missas Vespertinas e Dominicais deste fim-de-semana, dias 14 e 15 de Setembro, será recolhido o Contributo Paroquial.

O Contributo Paroquial destina-se a viabilizar as despesas da Paróquia.

 

2.    Reunião do Conselho Pastoral Paroquial

Este Domingo, dia 15 de Setembro, pelas 21:30 horas, terá lugar, na Igreja Paroquial, uma Reunião Ordinária do Conselho Pastoral Paroquial, para apresentação, discussão e aprovação do Calendário Paroquial.

Todos os Conselheiros do Conselho Pastoral estão convocados para esta reunião.

 

3.    Inscrições na Catequese

As inscrições das crianças que vão frequentar a Catequese pela primeira vez decorrem durante este fim-de-semana, nas diferentes Comunidades da Paróquia (antes e depois das Missas Vespertinas e Dominicais).

 

4.    Início da Catequese

A Catequese terá início nos dias 28 e 29 de Setembro.

As crianças que vão frequentar a Catequese pela primeira serão acolhidas, em cada Comunidade, por um Catequista.

As crianças que já frequentaram a Catequese devem dirigir-se à Sala onde tiveram Catequese no ano passado.

 

5.    Encontro de Formação para Catequistas

Está prevista para o próximo fim-de-semana, dias 21 e 22 de Setembro, a realização de um encontro de formação para Catequistas.

Este encontro começará às 15:00 horas do dia 21 e terminará com a Celebração da Missa, às 16:30 horas do dia 22.

Todos os Catequistas que manifestaram a intenção de participar neste encontro irão ser contactados a fim de receberem todas as informações relacionadas com o encontro.


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