Recentes

Folha Paroquial

Nº209 - 22-10-2017

NA BARCA DA FÉ

 

OCUPADOS NO MUNDO, MAS NÃO DO MUNDO

A pessoa não vive só, é parte de uma sociedade civil e deve estabelecer relações de colaboração com outras pessoas. Da necessidade de organizar a convivência, deriva a necessidade de determinar direitos e deveres, de criar instituições, de estabelecer formas de contribuir para o bem comum. Não é fácil estabelecer aquilo que é justo: entram em jogo diferentes interesses, perspectivam-se diferentes objectivos; há quem pretenda favores, quem reivindique privilégios, e, então, as tensões surgem, inevitavelmente.

Para complicar ainda mais o problema, há as relações entre o ordenamento estatal e as instituições religiosas, com os seus princípios, normas, hábitos, tradições e pretensões irrenunciáveis. Muitas pessoas, sentindo-se súbditas de dois poderes em competição têm a consciência dividida, porque, não raro, certas instituições vão para além das próprias atribuições, lançando-se depois acusações recíprocas de invasão do próprio terreno. Para resolver o conflito, há quem escolha posições fanáticas e integralistas, pretendendo impor a toda a gente as suas próprias convicções, e quem renuncie a um confronto do qual teme sair derrotado e, por isso, se afaste.

Na célebre “Carta a Diogneto” (meados do séc. II) são sugeridos princípios sapientes e actuais: “os cristãos, nem por razão, nem por voz, nem por costumes se distinguem das outras pessoas. Vivendo em cidades gregas e bárbaras, como a cada um aconteceu, e adequando-se aos costumes locais no que diz respeito à roupa, à alimentação e a tudo mais, testemunham um método de vida social admirável e, sem dúvida, paradoxal. Vivem na sua pátria, mas como forasteiros; participam em tudo como cidadãos, e de tudo estão desapegados como estrangeiros. Cada pátria estrangeira é a sua pátria, e cada pátria é estrangeira (...) Moram na terra, mas têm a sua cidadania no céu. Obedecem às leis estabelecidas, e com a sua vida superam as leis. Numa palavra, assim como a alma está no corpo, assim no mundo estão os cristãos” (Carta a Diogneto, V, 1-10; VI, 1).

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - XXIX DOMINGO DO TEMPO COMUM – Ano A

LEITURA I – Is 45, 1. 4-6; Salmo – 95 (96); LEITURA II – 1 Tes 1, 1-5b; EVANGELHO – Mt 22, 15-21

As leituras deste Domingo vêm ajudar-me a ver qual a importância que eu dou ao reino do Céu, qual a importância que dou ao Senhor que digo ser meu Deus.

Não me sendo possível ignorar a minha natureza terrena, é natural que tenha de me sustentar, que tenha de construir, viver, habitar e realizar um sem-número de tarefas cujo propósito final é o sustento. É isso que me ocupa a quase totalidade da existência e que consome os meus recursos, sejam eles o tempo, o dinheiro, a energia ou a paciência.

Sou assim participante desta vida terrena, sensível ao bom e ao mau deste mundo, e muitas vezes me deixo levar por pensamentos terrenos, muitas vezes o meu Deus não é o Senhor, mas o deus vaidade, o deus dinheiro ou o deus eficiência.

O Salmo de hoje ajuda-me a louvar o Senhor a “colocá-Lo” onde Ele deve estar, bem no centro da minha existência: “Dai ao Senhor a glória do seu nome” (Sl 96, 8). Só dessa forma consigo ser feliz, só assim posso imaginar que há algo para além da moeda de César na minha vida. A moeda de César é justa retribuição do mundo terreno - “dai a César o que é de César” (Mt 22, 21) - faz parte da minha vida, mas não é um propósito suficiente, não me faz realmente feliz.

Por isso, hoje peço ao Senhor que me aceite como sou, com a minha debilidade, e que me permita aproximar-me d’Ele, servi-lo e bendizê-lo. A Ele devo toda a minha existência, já que me sinto incluído na palavra dirigida a Ciro na primeira leitura: “Eu te cingi, quando ainda não Me conhecias” (Is 45, 5). Procuro assim que um dia, quando for virada a moeda da minha vida, não esteja lá desenhado César, mas talvez um pouco da Graça do Senhor. 

Márcio Botelho Antunes



VIVENDO A FÉ - Um Tesouro Inesgotável!

Após o Concílio Vaticano II, o amor pela Bíblia cresceu muito. Contudo, a familiaridade com a Palavra de Deus está longe daquilo que devia ser.

Provavelmente, foi esta a razão pela qual o Papa Francisco, no final do Ano Jubilar da Misericórdia, “desafiou” a Igreja a dedicar um Domingo a este “Tesouro Inesgotável”.

Disse o Santo Padre: “Seria conveniente que cada comunidade pudesse, num domingo do Ano Litúrgico, renovar o compromisso em prol da difusão, conhecimento e aprofundamento da Sagrada Escritura: um domingo dedicado inteiramente à Palavra de Deus, para compreender a riqueza inesgotável que provém daquele diálogo constante de Deus com o seu povo” (Carta Apostólica Misericordia et misera, Nº 7).

No próximo Domingo, dia 29 de Outubro, responderemos a este desejo do Papa Francisco, celebrando todos juntos, às 16:00 horas, na Igreja Paroquial, o Domingo da Palavra.

Para quem acredita, abrir a Bíblia é como atravessar uma porta com vista para o Mistério de Deus. Por isso, desde sempre, a Bíblia é um “espaço” da manifestação de Deus.

Existe uma relação muito próxima entre a Palavra de Deus e a Eucaristia. Bento XVI, no Nº 56 da Exortação Apostólica Verbum Domini, diz -nos: “A proclamação da Palavra de Deus […] comporta reconhecer que é o próprio Cristo que Se faz presente e Se dirige a nós para ser acolhido. […] São Jerónimo afirma: «[…] Eu penso que o Evangelho é o Corpo de Cristo; penso que as santas Escrituras são o Seu ensinamento. […] Quando vamos receber o Mistério [eucarístico], se cair uma migalha sentimo-nos perdidos. E, quando estamos a escutar a Palavra de Deus […], se nos distrairmos com outra coisa, não incorremos em grande perigo?». Realmente presente nas espécies do pão e do vinho, Cristo está presente, de modo análogo, também na Palavra proclamada na Liturgia”.

Ler seriamente a Bíblia implica envolvimento pessoal. Não basta ler e estudar a Palavra, é preciso deixar que a Palavra penetre na nossa vida e revele o Seu Tesouro, ligando-nos Àquele que é Caminho, Verdade e Vida.

Diácono Carlos M. Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Domingo da Palavra

O Programa para este Ano Pastoral é: Fazer da Palavra de Deus o lugar onde nasce a fé. (CSL, 38)

Respondendo ao apelo do Papa Francisco, “Seria conveniente que cada comunidade pudesse … renovar o compromisso em prol da difusão, conhecimento e aprofundamento da Sagrada Escritura, um domingo dedicado inteiramente à Palavra de Deus”, no próximo domingo, dia 29de Outubro, celebraremos, na nossa Paróquia, o Domingo da Palavra.

Todos os Grupos Paroquiais estão convidados a participar numa Eucaristia Solene, na Igreja Paroquial, às 16:00 horas.

As crianças do 4º Ano da Catequese celebrarão a Festa da Palavra e, durante a celebração, receberão a Bíblia.

2.    Aniversário da Dedicação da Igreja Catedral

Na próxima 4ª Feira, dia 25 de Outubro, às 19:00 horas, na Sé Patriacal, haverá uma Missa Solene, no Aniversário da Dedicação da Igreja Catedral.

3.    Oração de Vésperas, em Queluz de Baixo

Todas as 5ª Feiras, às 19:00 horas, na Igreja de Queluz de Baixo, haverá a Oração de Vésperas, presidida pelas Irmãs Canossinanas.

Todos estão convidados a participar nesta Celebração.

4.    Missão Porta a Porta – Caminho Neocatecumenal

A missão dada por Jesus "ide e proclamai o Evangelho" tem um particular significado neste “Ano da Palavra”. Como habitualmente, alguns cristãos da nossa comunidade irão porta a porta a anunciar o Amor de Deus. Neste início de ano pastoral este anúncio será feito em Queluz de Baixo e Leceia, normalmente ao Sábado à tarde, a partir de 28 de Outubro.

5.    Novo Horário de Funcionamento da Secretaria Paroquial (Cartório Paroquial)

A partir do início do mês de Novembro, a Secretaria Paroquial (Cartório Paroquial) passa a ter um novo horário de funcionamento:

3ª Feira – 16:30 às 18:30 horas
5ª Feira – 11:00 às 13:00 horas
6ª Feira – 19:00 às 21:00 horas


©2017 Paróquia de São Pedro de Barcarena