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Folha Paroquial

Nº202 - 25-06-2017

NA BARCA DA FÉ

 

É MESMO PERIGOSO ANDAR EM CONTRAMÃO!

Antes de embocar numa estrada é preciso olhar bem para a sinalética. Sempre muita atenção e verificar se, por acaso, não estamos a aventurar num sentido proibido.

Quando observa o sentido em que se movem as outras pessoas, o discípulo de Cristo tem a sensação imediata e nítida de estar a viajar em contramão. Se escolhe o caminho da renúncia, da partilha dos bens, do amor desinteressado, do perdão sem limites, da fidelidade à palavra dada, vê o tráfego mover-se no sentido oposto e dá-se conta que, mesmo que conduza com prudência, o embate é inevitável e será sempre ele a sofrer mais, a ser considerado deslocado, a ser acusado de quebrar as regras aceites por todos.

O justo é incómodo para o ímpio, “só o acto de o ver incomoda” (Sab 2, 14); irrita-o porque “a sua vida não é semelhante à dos outros e os seus caminhos são muito diferentes” (Sab 2, 1).

Nos momentos de perseguição, pode surgir também no cristão a dúvida de estar no sentido errado.

Depois de ter verificado que está realmente a seguir as indicações do Mestre, não deve deixar-se tomar pelo receio: é aquele o sentido justo, é ele que está a conduzir com os olhos abertos e caminha na luz.

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - XII DOMINGO DO TEMPO COMUM – Ano A

LEITURA I – Jer 20, 10-13;Salmo – 68 (69), 8-10. 14-15. 33-35; LEITURA II – Rom 5, 12-15; EVANGELHO – Mt 10, 26-33

O profeta Jeremias lembra-me na 1ª leitura que viver em sociedade foi sempre difícil. O facto de haver experiências e caminhos de vida diferentes leva automaticamente a diferentes perspectivas que rapidamente resvalam para o confronto mais ou menos velado. A perspectiva que tenho da família/educação faz com que muitos professores fiquem alterados com as posições que os meus filhos têm e que aprenderam de mim. A visão da Igreja que me foi transmitida pelos meus pais e confirmada por muitos sacerdotes e catequistas causa estranheza a muitos baptizados. Visão essa muito baseada na centralidade da palavra e na vida em pequenas comunidades. O facto de trabalhar com muitas pessoas ligadas ao meio científico e acreditar que o universo é obra de Deus deixa incrédulos muitos colegas que acreditam que tudo surgiu do nada. Um dos grandes pensadores cristãos do nosso tempo, John Lennox, diz à laia de piada que não tem fé suficiente para ser ateu.

Os confrontos anteriormente descritos são terra boa para o pecado crescer em mim. O profeta convida-me a não cair na tentação de andar a bradar aos céus que se faça a “minha justiça” que na realidade é outra forma de dizer vingança “«Eu ouvia as invectivas da multidão: ‘Terror por toda a parte! Denunciai-o, vamos denunciá-lo!’. Todos os meus amigos esperavam que eu desse um passo em falso: ‘Talvez ele se deixe enganar e assim o poderemos dominar e nos vingaremos dele’.” (Jer 20, 10).

Uma das formas que o diabo tem de me dominar é convencendo-me de que obviamente eu tenho razão “Assim como por um só homem entrou o pecado no mundo e pelo pecado a morte, assim também a morte atingiu todos os homens, porque todos pecaram.” (Rom 5, 12).

Como posso fugir da armadilha do pecado? Jesus apresenta-me uma solução. Em vez de andar pelos cantos a pedir que se faça a “minha justiça” devo ir para a rua e anunciar a quem quiser ouvir que Jesus ressuscitou e venceu o pecado “A todo aquele que se tiver declarado por Mim diante dos homens, também Eu Me declararei por ele diante do meu Pai que está nos Céus. Mas àquele que Me negar diante dos homens, também Eu o negarei diante do meu Pai que está nos Céus».” (Mt 10, 32- 33).

Pedro Chambel Leitão



VIVENDO A FÉ - Tempo para intensificar a nossa relação com Deus!

Aproxima-se o tempo de férias e, a partir do dia 9 de Julho, durante algumas semanas, interromperemos a publicação da Folha Paroquial.

O tempo de férias pode ser um tempo favorável para intensificar a nossa relação com Deus. Libertos do “lufa a lufa”, casa/trabalho, trabalho/casa, das muitas preocupações do nosso dia-a-dia, o tempo de férias apresenta-se como uma excelente possibilidade para dedicarmos, pelo menos, alguns minutos à oração.

Numa das Meditações Matutinas na Capela de Santa Marta, o Papa Francisco deixava-nos este pensamento: “Pai é a palavra que nunca pode faltar na nossa oração, porque é a pedra angular que nos confere a identidade cristã. Se acrescentarmos a palavra nosso, podemos sentir-nos parte de uma família”.

Francisco recordou o trecho do Evangelho de Mateus: “Quando orardes, não digais muitas palavras, como os pagãos, porque pensam que serão atendidos por falarem muito”. (Mt 6, 7)

“Jesus — observou o Papa — põe de lado a oração de palavras e diz: «Orai assim: Pai nosso …». (Mt 6, 9). E, continua o Santo Padre: “Jesus indica-nos precisamente o espaço da oração numa palavra: “Pai”. Deus sabe o que nos é necessário, antes que lho peçamos …”.

“Pai – afirmou o Pontífice – é a palavra que Jesus usa nos momentos mais fortes da Sua vida, quando se sentia cheio de alegria ou de emoção: «Bendigo-Te, Pai … porque revelaste estas coisas aos pequeninos»; (Mt 11, 25) «Pai, dou-te graças porque Me teres atendido»; (Jo 11, 41) «Pai, afasta de Mim este cálice»; (Lc 22, 42) E, quando tudo acabou diz: «Pai, nas Tuas mãos entrego o Meu Espírito». (Lc 23, 46)

“Nos momentos mais fortes – insiste Francisco – Jesus diz: Pai; Ele fala com o Pai. Pai é a via da oração, é o espaço da oração ... Sem nos sentirmos filhos, sem dizermos “Pai”, a nossa prece é pagã, é uma oração de palavras … A pedra angular da oração é “Pai” … Se não fores capaz de começar a prece dizendo, com coração e com a boca, a palavra “Pai”, a oração não será boa”.

Diácono Carlos M. Borges



VIDA PAROQUIAL

1. Solenidade de S. Pedro

Na próxima Quinta-Feira, dia 29 de Junho, a Igreja celebra a Solenidade de S. Pedro e S. Paulo. Por ser o dia do nosso Padroeiro, na Igreja Paroquial, às 20:30 horas, haverá Missa Solene.

Todos os Paroquianos das diferentes Comunidades são convidados a participar na Celebração em honra do nosso Padroeiro.

2. Peregrinação Paroquial a Fátima

No próximo Sábado, dia 1 de Julho, realizaremos a Peregrinação Paroquial ao Santuário de Fátima.

Ainda restam alguns lugares. Os preços são os seguintes: Adultos – 12,00 € ;Crianças té aos 10 anos – 7,00 €.

Se alguém deseja participar e ainda não está inscrito, deverá fazê-lo o mais rapidamente possível. A inscrições terminarão este fim-de-semana.

3. Solenidade de S. Bento

No dia 11 de Julho, a Igreja celebra a Solenidade de S. Bento, Padroeiro da Comunidade de Valejas.

Por este dia ocorrer a uma Terça-Feira, anteciparemos a Celebração de S. Bento para o Domingo anterior, ou seja, para o dia 9 de Julho, com Missa Solene, às 10:30 horas, na Igreja de Valejas.

4. Encerramento do Cartório Paroquial durante o Verão

Durante o mês de Agosto, o Cartório Paroquial vai estar encerrado de 1 a 16 de Agosto. Reabrirá, dentro do seu horário normal de funcionamento, no dia 17 de Agosto.

5. Inscrições e Início da Catequese (Ano Pastoral 2017/2018) Inscrições

As inscrições para a Catequese já estão abertas e podem ser feitas no Cartório Paroquial. Só fazem a inscrição as Crianças e Adolescentes que vão frequentar a Catequese na nossa Paróquia pela 1ª vez.

Juntamente com a ficha de inscrição é necessário entregar fotocópia de documento comprovativo do Baptismo da Criança/Adolescente.

Início da Catequese

Está previsto que, em todas as Comunidades, a Catequese funcione apenas ao Sábado (Barcarena – 13:45 horas; Tercena – 17:45 horas; Queluz de Baixo – 18:00 horas. O início da Catequese está marcado para o penúltimo Sábado de Setembro (dia 23 de Setembro).


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