Recentes

Folha Paroquial

Nº194 - 30-04-2017

NA BARCA DA FÉ

 

QUANDO CHORA UMA ESPOSA?

A mulher enamorada prova a necessidade irresistível de estar ao lado de quem ama. No silêncio da noite pensa nele, pronuncia o seu nome, sonha com as suas carícias: “Com a sua mão esquerda debaixo da minha cabeça, a sua direita me abraça” (Cânt 8, 3). Fica consternada se não recebe um seu recado, e quando ouve a sua voz toda ela estremece, corre à entrada, roda o ferrolho e abre a porta. Mas o amado já lá não está, foi-se embora, desapareceu e ela desfalece (Cf Cânt 5, 5-6).

“Levaram o meu Senhor”, exclama em lágrimas Madalena. Caminham tristes os dois discípulos de Emaús, inclinam o rosto para o chão as mulheres que no sepulcro procuram entre os mortos Aquele que está vivo (Lc 24, 5): são o retrato vivo da comunidade que já não encontra “o amado do seu coração”. Com Ele cada noite se transforma em luz, o ocaso em prelúdio da aurora, a dor no anúncio de um nascimento, as lágrimas no esboçar de um sorriso.

“Fica connosco”, implora a esposa quando o seu Senhor parece fazer “menção de ir para diante”. Prometeu ficar com ela, todos os dias, até ao fim dos tempos (Mt 28, 20), então por que a deixa sozinha?

Ele, porém, não se afasta, é ela que é incapaz de O reconhecer.

Logo que Ele começa a explicar-lhe as Escrituras, o seu coração volta a arder. Como a mulher amada do Cântico dos Cânticos, reconhece a voz do Seu amado e, na fracção do pão, os seus olhos iluminam-se e reconhece-O. Não a tinha abandonado! Nunca a abandonará!

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - DOMINGO III DA PÁSCOA – Ano A

LEITURA I– Act 2, 14. 22-33 ;  Salmo - Sal 15 (16); LEITURA II –1 Pedro 1,  17-21; EVANGELHO – Lc 24, 13-35

“Deus ressuscitou Jesus, livrando-O dos laços da morte, porque não era possível que Ele ficasse sob o seu domínio”.

Ainda hoje esta notícia é a que mais importa porque contém em si mesma uma semente de vida eterna para a minha vida. Jesus Cristo venceu a morte para me resgatar da “vã maneira de viver” que herdei. A maior parte do que me ensinaram, em criança e jovem, e dos bens que me deixaram tem como objetivo ajudar-me a sobreviver neste mundo.

A herança muitas vezes referida nas escrituras centra-se numa nova realidade aberta pela ressurreição de Jesus Cristo: o meu acesso à vida eterna.

Vivo um “tempo de exílio neste mundo” onde o Senhor me convida a optar pela herança certa. Diz São Paulo na Carta aos Gálatas: “O que o homem semear, isso colherá: quem semear na sua carne, da carne colherá corrupção; quem semear no espírito, do espírito colherá a vida eterna. Não desanimemos na prática do bem, pois, se não desfalecermos, a seu tempo colheremos.” (Gal 6, 7b-9)

Estas e muitas outras palavras das escrituras vêm em meu auxílio todos os dias para que eu possa discernir. Os discípulos de Emaús, apesar das notícias das mulheres e dos outros discípulos que encontraram o túmulo vazio, precisaram que Jesus, com as escrituras, lhes explicasse tudo o que os profetas anunciaram: “Não tinha o Messias de sofrer tudo isso para entrar na sua glória?” (Lc 24,26)

Tal como Jesus compreendeu que tinha chegado a sua hora e como se abandonou ao Pai para triunfar da morte, tenho eu também que discernir a  cada momento da minha vida como quer Deus fazer acontecer essa hora de sofrimento e de ressurreição na minha vida.

Por isso semear no espírito é fundamental para que não aconteça que eu me revolte na perseguição e nas injustiças que me fazem. Para que eu deixe  que seja o Pai a defender-me. Para que eu possa experimentar uma das bem- aventuranças mais desconcertantes: “Bem-aventurados sois, quando vos injuriarem e vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e regozijai-vos, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois foi assim que perseguiram os profetas, que vieram antes de vós.” (Mt 5,11-12).

Quando a minha hora chegar que eu possa cantar: “Por isso o meu coração se alegra e a minha alma exulta, e até o meu corpo descansa tranquilo. Vós não abandonareis a minha alma na mansão dos mortos, nem deixareis o vosso fiel conhecer a corrupção.” (Sl 15(16), 9-10)

José Chambel Leitão



VIVENDO A FÉ - “Maria, Mãe do Belo Amor!”

No ano em que comemoramos o Centenário das Aparições em Fátima, na nossa Paróquia, nas nossas Famílias, procuraremos viver, de um modo especial, o mês de Maio como um mês “Mariano”.

A 9 de Maio de 2010, durante a audiência na Praça de S. Pedro, o Papa Bento XVI disse: “Maio é um mês amado e agradável sob diversos aspectos. No nosso hemisfério, a Primavera avança com flores muito coloridas; o clima é favorável a passeios e excursões. No que diz respeito  à Liturgia, Maio pertence ao Tempo de Páscoa, o tempo do "Aleluia", da revelação do mistério de Cristo à luz da Ressurreição e da fé pascal; é o tempo da expectativa do Espírito Santo, que desceu com força sobre a Igreja nascente no Pentecostes. Dentro destes contextos, o "natural" e o litúrgico, combina bem a tradição da Igreja de dedicar o mês de Maio à Virgem Maria. Com efeito, Ela é a flor mais bonita que desabrochou na criação, a "rosa" que apareceu na plenitude dos tempos quando Deus, enviando o Seu Filho, conferiu ao mundo uma nova  Primavera. Ela  é ao  mesmo  tempo protagonista,

humilde e discreta, dos primeiros passos da Comunidade cristã: Maria é o seu coração espiritual, porque a Sua própria presença no meio dos discípulos constitui a memória viva do Senhor Jesus e o penhor do dom do Seu Espírito”.

S. João Paulo II, durante a audiência, a 2 de Maio de 1979, disse: “O mês de Maio encoraja-nos a pensar e a falar de modo especial d’Ela. Este é o Seu mês… o mês que chama e convida os nossos corações a abrirem-se, de maneira singular, para Maria”.

Neste mês de Maio, aproximemo-nos, de modo especial, d’Ela, de Maria que  é a Mãe do Belo Amor. Tenhamos confiança n'Ela. Confiemos-Lhe a nossa vida. Tal como o Papa Bento XVI, rezou em Fátima, seja esta a nossa oração  de todos os dias.

“Mãe amabilíssima, Vós conheceis cada homem pelo seu nome, com o seu rosto e a sua história, e a todos quereis com a benevolência maternal que brota do próprio coração de Deus Amor. A todos confio e consagro a Vós, Maria Santíssima, Mãe de Deus e nossa Mãe!”.

Diácono Carlos M. Borges



VIDA PAROQUIAL

1.          Visita da Imagem de Nossa Senhora de Fátima Tercena

No âmbito da Celebração do Centenário das Aparições, a Imagem de Nossa Senhora de Fátima estará na Comunidade de Tercena até ao próximo Domingo, dia 7 de Maio.

Entre os dias 30 de Abril e 6 de Maio, a Comunidade de Tercena deverá assegurar tempos de “encontro” com Nossa Senhora.

Barcarena

No próximo Domingo, dia 7 de Maio, após a Missa das 10:30 horas, a Imagem de Nossa Senhora partirá de Tercena para Barcarena. Chegará a Barcarena por volta das 11:45 horas, permanecendo na Igreja Paroquial até ao início da tarde do dia 13 de Maio, partindo depois para Queluz de Baixo (hora a anunciar na próxima Folha Paroquial).

2.          Inauguração do Centro de Dia

No próximo dia 5 de Maio, pelas 15:30 horas, será inaugurado o Centro de Dia do CSPB, por Sua Eminência Reverendíssima o Cardeal Patriarca de Lisboa, D.  Manuel Clemente. Todos os Paroquianos estão convidados.

3.          Noite de Oração organizada pelo Grupo de Jovens

No próximo dia 6 de Maio, às 21:30 horas, em Tercena, o Grupo de Jovens organiza uma Oração Mariana junto à Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima.

4.          Mês de Maio – Recitação do Terço Tercena

Todos os dias, às 21:00 horas, excepto Sábado que será às 18:15 horas (antes da Missa Vespertina).

Queluz de Baixo

Domingo, 2ª, 3ª e 5ª Feira, às 21:00 horas. Sábado, 4ª e 6ª Feira, às 18:30 horas.

5.          Exposição do Santíssimo em Queluz de Baixo

Na próxima 6ª Feira, dia 5 de Maio, entre as 18:00 e as 18:45 horas, haverá Adoração ao Santíssimo Sacramento, em Queluz de Baixo.

6.          2ª Etapa dos Sacramentos da Iniciação Cristã

No próximo Domingo, dia 7 de Maio, na Igreja Paroquial, às 12:00 horas terá  lugar a 2ª Etapa dos Sacramentos da Iniciação Cristã. Deverão estar presentes as Crianças da Catequese que vão ser baptizadas, os Pais e, tanto quanto possível,  os Padrinhos.


©2017 Paróquia de São Pedro de Barcarena