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Folha Paroquial

Nº204 - 09-07-2017

NA BARCA DA FÉ

 

"PEQUENO"
O ÚNICO TÍTULO HONORÍFICO RECONHECIDO NO CÉU

Nas assembleias litúrgicas, nas refeições comuns, nas viagens em caravana, durante as reuniões públicas, em todas as ocasiões, punha-se à sociedade judaica o problema de quem era o maior, de quem tinha direito à maior honra.

Nesta corrida aos primeiros lugares tinham sido envolvidos também os bem-aventurados do Céu, que eram catalogados em sete classes, estando os mártires em primeiro lugar. O próprio Deus de Israel não podia ser menos do que as divindades orientais, gregas e egípcias, às quais era atribuído o título de “grande”. Por este motivo, Jetro proclamava: “O Senhor é maior que todos os deuses” (Ex 18, 11) e Moisés garantia aos israelitas: “O Senhor, vosso Deus, é o Deus dos deuses e o Senhor dos senhores, o Deus supremo, poderoso e temível” (Deut 10, 17).

Nos últimos séculos antes de Cristo, as afirmações sobre a grandeza de Deus tinham multiplicado desmesuradamente. Ele era “o altíssimo, o infinitamente grande” (Ester 8, 12); “o Senhor grande e glorioso, maravilhoso em poder e invencível” (Judite 16, 13) e esperava-se, consequentemente, uma manifestação da sua grandeza: “Aguardamos a gloriosa manifestação do nosso grande Deus” (Tito 2, 13).

Ele apareceu, em toda a sua grandeza: uma criança débil, pobre, indefesa, “envolvida em panos” por uma mãe doce e extremosa, uma jovem de catorze anos. Foi apenas o início da sua manifestação, que culminou na cruz.

A partir daquele dia, inverteram-se todos os critérios de grandeza.

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - XIV DOMINGO DO TEMPO COMUM – Ano A

LEITURA I – Zac 9, 9-10; Salmo – 144 (145); LEITURA II – Rom 8, 9. 11-13; EVANGELHO – Mt 11, 25-30

O reino de Deus, como todos os reinos, tem um rei que me é apresentado na primeira leitura: “Eis o teu Rei, justo e salvador, que vem ao teu encontro”. Até aqui o reino de Deus parece ser tão simples como qualquer outro reino. Contudo, este rei vem “humildemente montado num jumentinho”. É um rei que não se me apresenta com pompa e circunstancia. Para além disso é um rei com características peculiares (tal como mostra o salmo): “O Senhor é clemente e compassivo, paciente e cheio de bondade. O Senhor é bom para com todos e a sua misericórdia se estende a todas as criaturas”. Ou seja, é um rei que está muito próximo de mim. Está tão próximo que parece mais um pai bondoso do que um rei.

A leitura de São Paulo aos Romanos mostra que este reino tem uma lei muito simples: “se alguém não tem o Espírito de Cristo, não Lhe pertence”. Ou seja, para eu fazer parte deste reino tenho que ter os ouvidos bem abertos para que através da palavra o meu espírito seja fecundado pelo espírito de Cristo. Não posso ouvir o mundo, mas sim a palavra que Jesus veio trazer ao mundo. A palavra de Jesus convida-me à humildade e ao amor. O mundo convida-me à vaidade e ao egoísmo. Se eu me render à vaidade e ao egoísmo excluo-me do reino de Deus.

E será que eu não prefiro excluir-me do reino? Afinal só se vive uma vez! Será que quero excluir-me da boa vida? Será que quero chegar pobre e humilhado ao fim da vida? Jesus faz-me uma promessa no fim do

Evangelho: “o meu jugo é suave e a minha carga é leve”. Ou dizendo de uma outra forma, o jugo deste mundo é desagradável. O fardo das riquezas é pesado. Isto é verdade, pois é o que vejo nos ricos deste mundo. Por estranho que pareça, a maior parte anda oprimida por todas as riquezas que juntou. Mas Jesus tem uma palavra para mim: “Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei”. É neste reino que vale a pena apostar! 

Pedro Chambel Leitão



VIVENDO A FÉ - Tempo de férias, tempo favorável para o encontro com Deus!

Nos tempos que correm, nem todos conseguem ter férias num lugar aprazível, junto à praia ou no campo, mas todos precisamos de desfrutar de um tempo de descanso. O próprio Jesus diz isso aos Seus Discípulos: “Vinde, retiremo-nos para um lugar deserto e descansai um pouco”. (Mc 6, 31)

Convido-vos a não gastar este tempo, dedicado ao descanso, em coisas insignificantes e inúteis.

É claro que o tempo de férias é um tempo para nos divertirmos, mas não devemos esquecer Deus.

O tempo de férias dá-nos a oportunidade de encontrar mais espaço para a oração, para a reflexão, para a leitura.

Quantas vezes, ao longo do ano, nos queixamos de não ter tempo. No tempo de férias o tempo não falta.

De uma forma descontraída, podemos dedicar um pouco do nosso tempo ao Senhor e a nós mesmos.

Aproxima-se o novo “Ano Pastoral” que terá como tema central o número 38 da Constituição Sinodal de Lisboa: “Fazer da Palavra de Deus o lugar onde nasce a fé”.

Num lugar fresco, fugindo ao calor, sugiro a leitura da Exortação Apostólica Pós-Sinodal Verbum Domini, de Bento XVI, que importa reler e aplicar, bem como a leitura da Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, do Papa Francisco.

Será, certamente, a melhor maneira de nos prepararmos para pôr em prática aquilo que nos diz o nosso Bispo, o Senhor Patriarca, na Introdução ao Programa e Calendário Diocesano para o Ano 2017/2018: “O nosso caminho sinodal faz-se em correspondência directa à Exortação Apostólica Evangelii Gaudium do Papa Francisco. É o nosso plano e programa essencial, como ele mesmo elucidou: «… Sublinho que aquilo que pretendo deixar expresso aqui, possui um significado programático e tem consequências importantes. Espero que todas as comunidades se esforcem por usar os meios necessários para avançar no caminho de uma conversão pastoral e missionária que não pode deixar as coisas como estão»”. (EG, 25)

Diácono Carlos M. Borges



VIDA PAROQUIAL

1. Folha Paroquial – Tempo de Férias

Este será o último número da Folha Paroquial, neste Ano Pastoral. Retomaremos a sua publicação em meados de Setembro.

2. Cancelamento das Missas Dominicais em Leceia e Valejas

A partir de Domingo, dia 9 de Julho, a Celebração da Missa Dominical, em Leceia e Valejas, será interrompida.

Em Leceia, recomeçaremos no dia 10 de Setembro, dia da Festa em honra de Nossa Senhora da Piedade.

Em Valejas, recomeçaremos no final de Setembro – data a anunciar, de acordo com a disponibilidade dos Senhores Padres Dehonianos.

3. Inscrições e Início da Catequese (Ano Pastoral 2017/2018)

As inscrições para a Catequese já estão abertas e podem ser feitas no Cartório Paroquial.

Só fazem a inscrição as Crianças e Adolescentes que vão frequentar a Catequese na nossa Paróquia pela 1ª vez.

Juntamente com a ficha de inscrição é necessário entregar fotocópia de documento comprovativo do Baptismo da Criança/Adolescente.

Início da Catequese

Está previsto que, em todas as Comunidades, a Catequese funcione apenas ao Sábado (Barcarena – 13:45 horas; Tercena – 17:45 horas; Queluz de Baixo – 18:00 horas).

O início da Catequese está marcado para o penúltimo Sábado de Setembro (dia 23 de Setembro).

4. Encerramento do Cartório Paroquial durante o Verão

Durante o mês de Agosto, o Cartório Paroquial vai estar encerrado de 1 a 16 de Agosto.

Reabrirá, dentro do seu horário normal de funcionamento, no dia 17 de Agosto.


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